quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Introdução

 


        Jesus Cristo nasceu na Palestina, naquele que acabou sendo estabelecido como o ano 1 da Era Cristã, durante o reinado de Otávio Augusto, primeiro imperador romano. Sua morte ocorreu, provavelmente, em 33 d.C., no reinado de Tibério, o segundo imperador. Ao longo dos três séculos seguintes, o Cristianismo seria largamente perseguido pelo Império Romano, até sua legalização já no reinado de Constantino, em 313, e sua posterior oficialização como religião do Império por Teodósio, no ano de 390.

O Cristianismo surgiu na Palestina, região sob o domínio romano desde 64 a.C. Teve como origem a tradição judaica de crença na vinda de um Messias, o redentor, o salvador, o filho de Deus, cuja vinda traria uma redenção para todos aqueles que acreditassem nele.

Os Pais Apostólicos

O primeiro grupo de Pais da Igreja era formado pelos Pais Apostólicos. Esses líderes cristãos viveram durante as primeiras gerações do Cristianismo, liderando a Igreja Antiga entre 95 e 150 d.C. Inclusive, de alguma forma esses indivíduos tiveram um contato próximo com os apóstolos.

Primeiros cristãos


A partir da morte de Jesus se criou a tradição que gerou o Cristianismo. Ela foi obra primeiramente dos apóstolos, que se encarregaram de espalhar a nova doutrina, destacando-se Pedro - apontado por Jesus como o responsável pela fundação de sua igreja - e Paulo, que deu ao Cristianismo um sentido universal, tornando-o acessível a todos os povos pagãos (não cristãos) e descaracterizando-o como privilégio de um povo supostamente eleito por Deus e de uma cultura.



Os Pais Apologistas

O segundo grupo de Pais da Igreja era formado pelos Apologistas. Os Apologistas foram aqueles líderes da Igreja Antiga que tiveram em seus ministérios o grande objetivo de defender a Fé Cristã.

Naquele tempo as verdades bíblicas começaram a ser atacadas ferozmente por heresias que misturavam filosofia grega, judaísmo e formas de paganismo oriental. Esses ataques vinham tanto de fora da Igreja como de dentro da Igreja.


os Pais Apostólicos, produziram materiais focados na vida devocional da Igreja, os Apologistas produziram materiais para preparar os cristãos ao embate da defesa da fé. O período dos Apologistas como Pais da Igreja durou entre 150 e 300 d.C.

Entre os principais Apologistas, temos:

  • Justino Mártir: foi uma pessoa versada em muitas filosofias, mas que encontrou a verdade nas Escrituras. Depois de sua conversão, Justino Mártir dedicou sua vida a apresentar a superioridade do Cristianismo sobre qualquer filosofia ou religião. Ele ficou conhecido como “Justino Mártir” pelo fato de ter sido martirizado em Roma por não negar sua fé em Cristo.
  • Irineu: foi bispo de Lyon e um grande defensor da Fé Cristã diante dos ataques do gnosticismo. Irineu foi martirizado por causa de sua fé provavelmente no início do segundo século.
  • Orígenes: nasceu e cresceu no importante centro teológico de Alexandria, mas nos últimos anos de sua vida viveu em Cesareia. Orígenes tinha um comprometimento muito grande com a suficiência das Escrituras, e por isso ele acabou desenvolvendo uma ferramenta incrível para o estudo Bíblico.



Devemos reconhecer os Pais da Igreja?

Infelizmente muitos cristãos da atualidade desprezam completamente as figuras dos Pais da Igreja. Já outros nem mesmo sabem quem foram esses homens.



A importância dos Pais da Igreja

Em primeiro lugar, no tempo dos Pais da Igreja a Igreja ainda estava unificada, ou seja, a Reforma ainda não tinha acontecimento. Na verdade, naquele período a Igreja ainda estava sendo estruturada com o aprofundamento de suas principais doutrinas. Portanto, os Pais da Igreja eram as pessoas que Deus levantou para liderar sua Igreja naquele tempo marcado por tantos desafios.



Em segundo lugar, todo cristão verdadeiro jamais negará que a Trindade, a salvação pela graça  realidade das duas naturezas de Cristo, a pessoalidade do Espírito Santo e a suficiência das Escrituras, são doutrinas centrais para a Fé Cristã. Mas foram exatamente os Pais da Igreja que desenvolveram essas doutrinas a partir da verdade bíblica. Então rejeitar a contribuição desses homens é o mesmo que rejeitar todo o corpo da Teologia  Sistemática que temos hoje.




Portanto, se por um lado jamais devemos olhar para os Pais da Igreja com algum tipo de idolatria, por outro lado não podemos nos esquecer de que esses homens piedosos foram levados à morte por sua fé em Cristo; eles dedicaram suas vidas à causa do Evangelho e ao ministério de auxiliar outros cristãos a estarem preparados para responder a qualquer um que lhes pedir a razão da esperança que há neles (1 Pedro 3:15).







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